Aquecimento de água: o custo invisível que pode reduzir até 80% com engenharia energética

Aquecimento de água: o custo invisível que pode reduzir até 80% com engenharia energética

Aquecimento de água: o custo invisível que pode reduzir até 80% com engenharia energética

Aquecimento de água: o custo invisível que pode reduzir até 80% com engenharia energética

Por Redação

Em hotéis, resorts, motéis, clubes e residências de alto padrão, o aquecimento de água costuma ser um dos maiores custos operacionais  muitas vezes invisível para a gestão financeira do empreendimento.

Banhos, lavanderias, piscinas aquecidas e sistemas de calefação consomem energia continuamente. Quando o sistema de aquecimento não é projetado corretamente, o desperdício pode se tornar um custo permanente que compromete a rentabilidade do negócio.

Segundo o engenheiro especialista em eficiência energética César A. R. Debona, conhecido nas redes sociais como Engenheiro Verde, grande parte dos empreendimentos ainda utiliza tecnologias ultrapassadas ou sistemas mal dimensionados.

“Quando o aquecimento de água é tratado apenas como instalação de equipamento, e não como um projeto de engenharia energética, o resultado quase sempre é desperdício de dinheiro todos os meses”, explica.

Debona atua há anos no desenvolvimento de soluções para redução de consumo energético em residências, hotéis, resorts, indústrias e grandes empreendimentos, analisando sistemas térmicos e implementando tecnologias de alta eficiência.

Segundo ele, quando o sistema é corretamente projetado, a redução de custos pode chegar a 60% ou até 80% no consumo energético do aquecimento de água.


O erro mais comum no mercado

De acordo com o engenheiro, um dos maiores erros cometidos por consumidores e gestores é escolher sistemas de aquecimento apenas pelo preço do equipamento.

“Muitas pessoas compram aquecedores solares baratos ou equipamentos sem tecnologia adequada. Quando o sistema não funciona bem, acabam culpando a tecnologia. Mas o problema geralmente está na instalação ou no dimensionamento”, afirma.

Debona destaca que até 80% do desempenho de um sistema de aquecimento depende da qualidade do projeto e da instalação.

Sem cálculos térmicos, análise de consumo e dimensionamento correto, mesmo tecnologias modernas podem apresentar baixo rendimento.


Tecnologias que estão transformando o setor

Segundo o especialista, três tecnologias vêm se consolidando como as mais eficientes no mercado atual de aquecimento de água.

Aquecimento solar de tubos a vácuo

Esse sistema utiliza diretamente o calor do sol para aquecer a água.

Enquanto painéis solares fotovoltaicos convertem cerca de 20% da energia solar em eletricidade, o aquecimento solar térmico pode atingir 60% a 70% de eficiência energética, pois utiliza diretamente o calor captado.

Por isso, essa tecnologia é amplamente utilizada em hotéis, resorts, parques aquáticos e condomínios.


Bombas de calor ultra inverter

Outra solução moderna são as bombas de calor de alta eficiência.

Esses equipamentos captam energia térmica do ar e transferem para a água, podendo aquecer sistemas de banho, piscinas e calefação.

Modelos mais avançados, com tecnologia ultra inverter, apresentam desempenho superior e menor consumo elétrico.


Sistemas de aquecimento a pellet

O uso de biomassa em sistemas automatizados também vem ganhando espaço.

Equipamentos modernos podem atingir eficiência energética acima de 90%, com sistemas de limpeza automática e baixíssima emissão de fumaça.

Essas soluções são utilizadas principalmente em hotéis, resorts e residências de alto padrão com grande demanda térmica.


Piscinas: onde ocorre o maior desperdício

Um ponto pouco conhecido pelos proprietários de piscinas é que cerca de 65% da perda térmica ocorre pela evaporação da água.

“A evaporação da água leva calor embora. Aquela ‘fumacinha’ que vemos sobre a piscina aquecida é energia sendo perdida”, explica o engenheiro.

Por isso, o uso de capas térmicas ou capas térmicas líquidas pode reduzir significativamente o consumo energético.


Caso real: economia superior a R$ 15 mil por mês

Debona relata um caso recente em que um hotel utilizava gás GLP para aquecer piscinas e água de banho.

O custo mensal ultrapassava R$ 25 mil.

Após o redesenho do sistema de aquecimento com tecnologias mais eficientes, o gasto caiu para cerca de R$ 10 mil por mês, gerando uma economia próxima de 60% a 80%.

“Em muitos casos, a própria economia mensal paga o investimento realizado no novo sistema”, afirma.


Eficiência energética virou estratégia de gestão

Com o aumento constante do custo da energia e combustíveis, a eficiência energética passou a ser tratada como estratégia financeira dentro das empresas.

Empreendimentos que investem em sistemas térmicos eficientes reduzem custos operacionais, aumentam a sustentabilidade e melhoram sua competitividade.

“Energia desperdiçada é dinheiro perdido todos os meses. Quando o aquecimento de água é tratado com engenharia, o custo se transforma em economia”, conclui Debona.


César A. R. Debona
Engenheiro especialista em eficiência energética
Conhecido nas redes sociais como Engenheiro Verde

Contato: (46) 99141-0124
Instagram: instagram.com/engenheiro_verde