Mercado imobiliário em Londrina segue aquecido, mas exige mais estratégia do comprador

Mercado imobiliário em Londrina segue aquecido, mas exige mais estratégia do comprador

Mercado imobiliário em Londrina segue aquecido, mas exige mais estratégia do comprador

Mercado imobiliário em Londrina segue aquecido, mas exige mais estratégia do comprador

O mercado imobiliário de Londrina vive um momento relevante de expansão, mesmo em um cenário nacional ainda marcado por juros altos e maior seletividade nas decisões de compra. Em 2024, a cidade registrou o melhor desempenho de sua história no setor: o Valor Geral de Vendas (VGV) dos lançamentos chegou a R$ 3,3 bilhões, cerca de 43,5% acima do ano anterior. Só o segmento de apartamentos respondeu por R$ 2,3 bilhões, segundo estudo da Brain Inteligência Estratégica divulgado pelo Sebrae Paraná.

Esse avanço local acompanha um movimento maior do país. Em 2024, os financiamentos imobiliários no Brasil somaram R$ 186,7 bilhões, alta de 22,3% sobre 2023, com 568,2 mil imóveis financiados, crescimento de 13,8% no período, de acordo com a Abecip. Já em 2025, o crédito continuou forte no primeiro trimestre, com R$ 38,3 bilhões financiados e alta de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Em Londrina, esse dinamismo tem relação direta com o porte da cidade e sua capacidade de expansão. O município tem população estimada em 581.382 habitantes e segue crescendo como polo regional de serviços, saúde, educação e habitação, o que sustenta a demanda por moradia e investimento.

Para entender como esse cenário aparece na prática, ouvimos Talita de Souza, corretora e consultora da MRV em Londrina. Segundo ela, a percepção de quem está no dia a dia das vendas confirma o bom momento do setor, especialmente no segmento econômico. “O mercado está muito bom. Hoje meu foco é mais a classe econômica, principalmente pela facilitação da compra do primeiro imóvel e pela oportunidade de tirar muitas pessoas do aluguel. É gratificante a sensação de realizar o sonho.”

Talita avalia que o mercado segue em crescimento, embora parte dos compradores de maior renda esteja mais cautelosa. “Apesar de alguns desafios econômicos, o mercado continua crescendo. Porém, percebemos que o público com maior poder aquisitivo tem se mostrado um pouco mais cauteloso nas decisões de compra.”

Na prática, o imóvel mais desejado em Londrina ainda é a casa para moradia. Mas, segundo ela, os apartamentos acabam liderando em volume de vendas por causa do financiamento mais acessível. Esse ponto conversa com a política habitacional atual: a Caixa informa que o Minha Casa, Minha Vida atende famílias com renda de até R$ 12 mil, e a nova faixa para classe média permite financiar imóveis de até R$ 500 mil.

Talita resume uma dificuldade central do comprador atual: “O principal desafio é alinhar expectativa e realidade. Muitas pessoas desejam um imóvel maior, com mais quartos e em regiões valorizadas, mas muitas vezes o valor não cabe no orçamento.” Para ela, adiar demais a decisão pode piorar a situação, especialmente em um mercado com tendência de valorização.

Quando o assunto é investimento, Londrina também aparece bem posicionada. Talita aponta crescimento de novas regiões, procura por locação e até avanço do aluguel por temporada como fatores que mantêm a cidade atrativa. “Sim, com certeza. O crescimento de novas regiões, a forte procura por locação e até o aumento do mercado de Airbnb tornam a cidade bastante atrativa para investidores.”

Ao comparar imóveis com outras alternativas de investimento, o cenário hoje é mais dividido. De um lado, os juros altos seguem atraindo o investidor para a renda fixa. A Anbima aponta que esse ambiente favoreceu a ampliação das aplicações em fundos e títulos de renda fixa no varejo. De outro, o imóvel preserva vantagens que outros ativos não entregam da mesma forma: possibilidade de uso, alavancagem via financiamento, geração de renda com aluguel e potencial de valorização em regiões em expansão.

Na visão de Talita, o comprador atual está mais atento à localização, à flexibilidade de entrada e à segurança da negociação. Ela faz ainda um alerta importante: “Muitos clientes acabam falando com vários corretores ao mesmo tempo, criando um verdadeiro leilão de atendimento, o que muitas vezes atrapalha uma negociação mais segura e confiável.” Por isso, recomenda escolher um profissional de confiança e checar a regularidade do atendimento.

Para os próximos anos, a tendência que ela enxerga é clara: “A tendência é de valorização dos imóveis, crescimento de novas regiões e possíveis mudanças nas condições de financiamento ao longo do tempo.”

E para quem sonha com o primeiro imóvel, Talita encerra com uma frase direta, que traduz bem o sentimento de quem vive o mercado na prática: “O melhor momento para comprar foi ontem, o segundo melhor é hoje.”

Por releasesimprensa.com.br

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Talita de Souza
Corretora e consultora da MRV em Londrina
43 8462-8538
instagram.com/corretoratalita_souza